Aprenda a analisar os primeiros sintomas de um avc

Uma das doenças cardiovasculares mais frequentes em nosso país é o acidente vascular cerebral, uma doença que já temos focado em artigos anteriores e que a cada ano afeta, infelizmente, entre 110.000 e 120.000 pessoas em Portugal. Alguns números alarmantes, tornando-a a primeira causa de morte em mulheres e a segunda em homens.
Mais uma razão para tratar de conhecer os primeiros sintomas, algo fundamental para a realização de um diagnóstico precoce e começar a tomar medidas. Mas, quais são, exatamente? Como analisá-los? Hoje recolhemos alguns dos mais comuns e explicamos também o procedimento que devemos lançar em caso de doença;.
O que é um avc
Antes de entrar em maiores vicissitudes, no entanto, cabe comentar que é o avc. Em concreto ocorre quando a artéria cerebral encarregada de irrigar a área do cérebro que se encontra uma determinada função se entope –tia – ou quebra –paciente-, de forma que o paciente perde certas habilidades (falar, mobilizar, compreender, mover, etc.). Em função da área cerebral afetada.
Para que nos entendamos, trata-se de algo equivalente a um infarto do miocárdio (coração). Depois de todos os sofrimentos, e se bem que um terço dos pacientes costuma se recuperar totalmente, podem sofrer sequelas permanentes e até mesmo chega a causar a morte. Além disso, é importante ter em conta que existem determinados factores de risco, como a idade e a raça que não podemos mudar.
Estamos Nos referindo ao tabagismo, o consumo excessivo de álcool e drogas, o colesterol elevado, a diabetes, a obesidade e a outros fatores, como a hipertensão arterial, o excesso de sal na dieta e o sedentarismo, entre outros. Algumas questões que estão em nossa mão, modificar e que são de vital importância, e nunca melhor dito.
Os primeiros sintomas

Mas vamos com os primeiros sintomas de um avc. Um dos mais significativos tem que ver com a sensação de tontura que experimenta o paciente, algo que pode ser feito em uma perda do equilíbrio, em sensações de confusão e tonturas intensas. De fato, estas podem acabar em quedas, desmaios e similares.
Estas primeiras também são freqüentes como resultado da perda de força nos membros inferiores. Além disso, esta perda de força pode ocorrer em outras áreas do corpo, como os braços e rosto, onde se padece de uma espécie de formigamento, adormecimento súbito e até mesmo dor –é habitual queafecte uma parte do rosto (para a esquerda ou para a direita, por exemplo)-.
A perda de visão ou alterações no mesmo, são outros indicativos. Aqui têm lugar a partir das manchas até a visão turva, ou visão manchada, sem motivo aparente. A dificuldade para caminhar, levantar as mãos, mover um braço ou uma perna, sorrir, assim como o desvio de canto de lábios, são frequentes.
O usuário também sofre problemas na hora de falar corretamente, compreender palavras, sem dificuldade alguma, pronunciá-las, expressar-se e similares, e é habitual que sofra de intensas dores de cabeça e até mesmo náuseas, vómitos e soluços graves. Todos estes podem ocorrer de forma isolada ou ao mesmo tempo, mais uma razão para alarmar.
A importância de uma detecção precoce
Segundo especialistas, a detecção precoce de um avc, dentro das primeiras quatro horas e meia, reduz significativamente as possíveis sequelas que nos reduzimos. A este respeito, a Sociedade Espanhola de Neurologia, explica que não há que subtrair a importância dos sintomas referidos, apesar de desaparecer de forma espontânea, pois pode tratar-se de um acidente isquémico transitório (AIT), que, tratado a tempo, pode evitar o infarto cerebral.
Prevenção

Tal como mencionado anteriormente, a prevenção é outra questão-chave. A chave reside em modificar nossos hábitos pouco saudáveis por outros que não são. Optar por uma dieta equilibrada, baixa em gordura e sal, e fazer exercício de forma regular (o ideal são quarenta minutos de atividade moderada), evitar o consumo excessivo de álcool e abandonar o tabaco são algumas das mais óbvias.
Realizar um acompanhamento do peso corporal, vigiar nosso risco cardiovascular –mais da metade do avc se relacionam com a tensão alta mantida durante muito tempo – e afastar-nos do stress, também serão chave.
Primeiras medidas
Perante os primeiros sinais de alarme será básico chamar os serviços de emergência (112) ou dirija-se ao hospital rapidamente, informando os profissionais da situação. A ativação precoce do CÓDIGO AVC para este tipo de casos permite que se tomem medidas com a maior urgência.
Quando chega a ambulância, convém monitorar os sinais vitais da vítima, aflojarle a roupa e tentar que se encontre o mais confortável possível. Se se observa que cai em estado de inconsciência, deverá colocá-la de lado, com o braço inferior esticado sob a cabeça. Em caso de deixar de respirar, e desde que se conte com os recursos necessários, podem ser realizadas manobras de reanimação cardiopulmonar.
Não obstante, nunca deveremos mover para a pessoa bruscamente. Forçá-la a falar ou mover-se, segurar em caso de convulsões ou dar-lhe de comer ou beber, deixá-la sozinha, e administrar medicamentos sem o conhecimento são ações que se encontram totalmente contraindicadas.