As alergias também aparecem no inverno

A alergia é uma reação do nosso corpo, quando entra em contato com uma substância que considera prejudicial ou estranha. Quando se trata de uma alergia alimentar, como pode ser o glúten ou os frutos secos, é fácil de evitar. No entanto, quando se produzem por fatores ambientais, a prevenção torna-se um desafio.
Embora a palavra alergia, na maioria dos casos, a relacionemos com a primavera, não tem por que ser assim. Durante todo o ano, há fatores ambientais que influenciam a nossa saúde. Se bem durante a primavera florescem muitas plantas, e é o momento em que mais tipos de pólen voando pelo ambiente, nem todo mundo é alérgico ao mesmo tipo de pólen. Desta forma, aquelas plantas que polinizam durante o inverno são os causadores dos incômodos sintomas da alergia.
No inverno aumenta uma das alergias mais agressivas
Este é o caso de ciprestes e arizónicas, que pertencem à família cupressaceae e cujo pólen é o segundo mais agressivos, em Portugal, em primeiro lugar, encontramos as gramíneas. Os alérgicos ao pólen de cipreste padecerão alergia durante os meses de frio, vendo que seus sintomas se agravarem, que se dão em dias quentes (dentro do que significa estar no inverno) e dias com mais vento.
Não podemos esquecer que, durante o inverno, com o uso de aquecimento pode resultar em uma maior secura no ambiente. Para combatê-la, se recorrem a aparelhos como os umidificadores, para que o ambiente seja mais agradável. O uso deste tipo de produto pode propiciar as alergias causadas por fungos, a exemplo do que ocorre em zonas do litoral, onde essa umidade já está presente de forma natural.

Como diferenciar os sintomas da alergia e do catarro?
Entre os sintomas mais comuns da alergia, encontramos a rinite e conjuntivite alérgica. A rinite alérgica pode produzir gotejamento e prurido nasal, espirros, congestão, tosse, dificuldades respiratórias, lacrimejamento constante e picos de olhos e garganta. A conjuntivite alérgica provoca inchaço e vermelhidão na região dos olhos. Estes sintomas se assemelham muito aos que aparecem em um resfriado, não é verdade?
A melhor forma de conhecer a diferença é familiarizar-se com os níveis de pólen em sua área (há sites como www.polenes.com movida pela Associação Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica) e verificar a relação entre os sintomas e os picos de pólen no ambiente. Os sintomas alérgicos aparecem umas 24 horas, depois de um desses picos e duram entre 2 e 3 dias, sendo os períodos ao ar livre aqueles em que mais se acusam estes sintomas. Por sua parte, durante a noite e em ambientes fechados, a sintomatologia diminui. No caso do catarro, tosse e congestão não “atenderá a razões” e ao longo dos dias, o muco passará de simples gotejamento transparente a uma substância mais densa de cor esverdeada ou amarelada.
Dicas para prevenir a alergia de inverno
Diante da presença dos primeiros sintomas, consulte o seu médico para estabelecer a causa e seguir um tratamento de anti-histamínicos que ajudam a controlar o problema de reações alérgicas. Produtos como sprays nasais e gotas para os olhos podem ajudar a aliviar os sintomas e torná-los mais suportáveis, mas sempre sob controle e prescrição médica.
Além de tomar a medicação adequada, você pode tomar certas medidas que ajudem a melhorar a sua saúde durante estes dias. Por exemplo, se, apesar de o fluxo de pólen no ambiente, você deve sair para a rua, recomendamos que, ao voltar para casa, se dê um banho em que lave tanto o corpo como o cabelo e se você mudar de roupa, deixando o que já tenha sido usada para lavar. Isso pode limitar seu contato com os alérgenos. E falando de roupa, a melhor maneira de evitar as alergias de inverno é não tenderla ao ar livre, onde o pólen pode ser colada à sua roupa limpa, e acompanhá-lo durante todo o dia, enquanto está posta.
Evitar as janelas abertas e ter filtros de ar limpo e de qualidade também ajudá-lo a passar um inverno livre de espirros.