As melhores terapias não farmacológicas para pessoas com mal de Alzheimer

Na maioria das doenças, tenta-se atenuar os sintomas, retardar a progressão da patologia ou melhorar a qualidade de vida dos afetados usando drogas. No entanto, em muitas ocasiões, e uma vez que não se sabe a diana exata que atacar, os medicamentos ou fármacos desenvolvidos não são totalmente eficazes.
Além disso, embora as doenças têm sintomas e características que ocorrem na maior parte dos afetados, cada pessoa é diferente e, portanto, deve-se tentar personalizar ao máximo os tratamentos. Por isso, além de medicamentos, a ciência tem investigado e foi detectado que algumas terapias não farmacológicas fornecem benefícios relevantes para os pacientes.
O que são as terapias não farmacológicas
Trata-Se de intervenções em que não se aplica nenhum agente químico, mas que são projetados com base em fundamentos teóricos e que pode ser replicado em diferentes pacientes. É Cada vez mais comum sua utilização nas demências, especialmente da doença de Alzheimer.
Além disso, várias pesquisas têm confirmado que as intervenções psicossociais podem ser tão eficaz ou mais que os medicamentos para melhorar a qualidade de vida das pessoas com demência e dos seus cuidadores, assim como a melhoria de alguns de seus sintomas.
Principais terapias não farmacológicas para doentes de Alzheimer
O Centro de Referência Estadual de Atenção a Pessoas com Doença de Alzheimer e outras Demências (CRE mal de Alzheimer), em Salamanca, dependente do Imserso, expõe em seu site uma lista de terapias não farmacológicas que se demonstrou que são benéficas para os pacientes de Alzheimer. Entre elas, vale destacar as seguintes:
Atividades diárias
Estas intervenções visam melhorar o grau de independência do paciente e diminuir a necessidade que têm de outras pessoas ou equipamentos adaptados para melhorar a sua qualidade de vida dos seus familiares. Assim, se concentram nas atividades de vida diária (AVD), ou seja, as tarefas que todas as pessoas realizamos de forma cotidiana, de forma a não poder fazê-las por si mesmo supõe ter que depender de outros.
Trata-Se de questões de auto-cuidado e mobilidade -refresque-se, vestir-se, alimentar-se, mover-se, entre outras-, as chamadas atividades de vida diária básicas e temas relacionados com o ambiente-de lidar com dinheiro, pegar o ônibus, limpeza de casa, ir às compras, fazer a comida-, que são conhecidos como AVD instrumentais. Há também tarefas relacionadas com o trabalho, o lazer, estilo de vida e das atividades sociais (AVD avançadas ou volitivas).

Uma vez avaliado o paciente para detectar os déficits, são projetados hábitos e rotinas, e indica-se os apoios de que necessita dessa pessoa para melhorar a sua funcionalidade. Se trabalham as competências sociais e de interação com a comunidade, em contextos simulados e em outros reais, como um programa em que os participantes têm de decidir o que levar em um café, pedir e pagar.
Dança criativa terapêutica
É uma intervenção que consiste em empregar de forma psicoterapêutica o movimento dentro de um processo criativo com a finalidade de promover a integração corpo-mente da pessoa. Através da dança e o movimento se persegue ativar o potencial criativo quanto à orientação e a aceitação. O objetivo é que o paciente assimile sua demência e melhorar a sua qualidade de vida.
Estimulação psicomotora
Os especialistas apontam que o fato de manter-se fisicamente ativo estimula a neuroplasticidad e ajuda aos doentes de Alzheimer a retardar o avanço da neurodegeneração. A estimulação psicomotora consiste em trabalhar a consciência corporal, isto é, diferenciar as partes do corpo e ter um bom controle das posturas para evitar que surjam rigidez. Para isso, são realizados exercícios em que se trabalha:
O equilíbrio estático e dinâmico.
A literalidade: diferenciar os dois lados do corpo.
A coordenação-geral, olho-mão, olho-pé e espaço-tempo.
A organização do espaço e do tempo.
A estrutura temporal e rítmica.
Relaxamento.
Atividades de comunicação e pensamento abstrato.
Com bolas de borracha, anéis, espadas, lenços, luvas, sacos de diferentes pesos, tamanhos, cores e texturas, elásticos e diferentes tipos de música, este tipo de terapias são realizadas em espaços amplos, com luminosidade natural e temperatura agradável, bem como um mobiliário confortável e funcional. Se o tempo estiver bom, você pode fazer no exterior para sentir a natureza.
Estimulação sensorial Snoezelen
É praticado em salas especializadas que trabalham em diferentes aspectos multi-sensoriais, com o fim de experimentar uma reação no paciente relaxamento , descoberta e interatividade. Centra-Se em componentes cognitivos, sensoriais, motores e psicossociais.
Intervenção assistida com cães

O cão é o principal motivador das sessões terapêuticas, com as quais se pretende obter melhorias psicológicas, emocionais, sociais e cognitivas. Realiza-Se através de uma equipe especializada formada por um profissional socio-sanitário e um cão treinado para este trabalho e é destinado a pessoas com diagnóstico de demência, que tenham interesse e/ou afeto pelos animais.
São abordados aspectos como auto-estima, motivação, socialização, estimulação sensorial e motora, melhora do esquema corporal e a deambulação, psicomotricidade, redução da ansiedade e da promoção das relações interpessoais. De acordo com diversas pesquisas, a intervenção com animais pode influenciar positivamente os comportamentos sociais e reduzir os comportamentos agitadas das pessoas com demência.
Laborterapia, musicoterapia e roboterapia
A laborterapia ou ergoterapia é um método de terapia ocupacional para treinar e reabilitar aspectos físicos, cognitivos e sociais por meio de atividades produtivas de acordo com os gostos, as capacidades e os interesses das pessoas afetadas com este tipo de demência.
Por sua parte, a musicoterapia utiliza a música e seus elementos de acordo com as necessidades e capacidades que mantêm os doentes de Alzheimer. São criados espaços de diálogo, estímulo, criatividade e lembro-me para trabalhar aspectos emocionais, sociais, físicos e cognitivos do paciente.
Quanto à roboterapia, consiste em empregar robôs que imitam animais para trabalhar com as pessoas com demência de forma alternativa para a intervenção assistida com animais. Entre os efeitos desta terapia são: relaxamento e motivação (psicológicos), melhora de sinais vitais (fisiológicos) e estimulação da comunicação entre doentes e prestadores de cuidados de saúde (sociais).
Terapia de orientação para a realidade
Trata-Se de um conjunto de técnicas para que a pessoa seja consciente de sua situação no tempo, no espaço e em relação à sua própria pessoa, de maneira que compreenda melhor tudo o que o rodeia, para se sentir mais segura e menos confusa, aumente sua auto-estima e evitar a sua desconexão com o meio ambiente. Se trabalha discutindo eventos do ambiente próximo ao paciente, e com componentes de reminiscência para ativar seu passado pessoal, de maneira que se vinculam acontecimentos vividos com a situação do presente.
Programa de activação cognitiva integral
O programa de ativação cognitiva integral em pessoas com demência do tipo Alzheimer (PACID) pretende manter as capacidades cognitivas, o melhor possível, dentro do processo de deterioração próprio da doença, prevenir os problemas de conduta e servir de base para planos de apoio psicoeducativos.
Centra-Se na estimulação cognitiva e a neuropsicologia aproveitando a reserva de memória existente. Uma sessão típica é composta por atividades de motivação e emoções positivas, o treinamento de resistência aeróbica, estimulação multisensorial, reconhecimento de nomes de personagens, recuperação de nomes de parentes e contar quem é, onde está ou algum evento familiar.
Programa de recuperação do lazer

Fruto dos sintomas da doença, as pessoas que sofrem de demência também têm problemas na hora de realizar as atividades de lazer, tempo livre e prosociales. O objetivo deste programa é o de manter ou restaurar a autonomia pessoal o máximo possível para que os pacientes possam realizar atividades lúdicas e prosociales. Para isso, são avaliados os gostos e interesses da pessoa.
Programas de atenção integral e de psicoestimulación cognitiva
No primeiro, você trabalha para estimular as principais funções cognitivas e realiza-se um treino de atividades de vida diária, a fim de que as pessoas com declínio cognitivo leve mantêm a sua autonomia pessoal. No segundo, são utilizadas técnicas para treinar e estimular as capacidades e funções cognitivas através de situações e atividades concretas.
Reminiscência
Através de fotografias, música, arquivos gravados, artigos de jornais antigos, objetos domésticos, conversas informais e assim por diante trabalha para que o doente de Alzheimer revive seu passado pessoal. Trata-Se de estimular a sua memória episódica e a sua autobiografia, evocando situações do passado e ativando a reminiscência da memória remota.
Jogos
Podem-Se utilizar as consolas de jogos para a estimulação cognitiva de forma lúdica. Esta terapia promove o bem-estar, aumenta a interação social quando se joga em grupo e estimula o raciocínio, a memória, a percepção, a atenção e a orientação, entre outras funções cognitivas superiores.
Assim, vista esta longa lista de terapias não farmacológicas, está claro que não só se pode recorrer à química quando uma família recebe um diagnóstico de mal de Alzheimer ou outra demência. Há outras opções além dos medicamentos para completar e/ou apoiar o tratamento com medicamentos.