Como Curar a cegueira é possível? Sim, de acordo com esta terapia

Será que Realmente é possível curar a cegueira? Uma equipe de pesquisadores do Laboratório Nuffield de Oftalmologia da Universidade de Oxford (Reino Unido) deu recentemente um passo a mais na luta da medicina contra a cegueira. Através de um exaustivo estudo e após muitos experimentos, o grupo de cientistas demonstrou que a cegueira pode ser reversível através da terapia genética.

Curar a cegueira, ficção ou realidade?
Segundo expõe um artigo publicado na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences, através deste tipo de terapia podem reprogramarse as pilhas da parte posterior do olho, para fazer com que eles sejam sensíveis à luz. Desta forma poderiam ser revertida graves problemas de visão, mesmo curar a cegueira. O tratamento é aplicável, dadas as suas características e, em pacientes com deterioração da retina, onde estão os fotorreceptores que detectam os estímulos luminosos e os enviam ao cérebro.
Dirigido por Samantha da Silva, a equipe conseguiu reprogramar células danificadas da retina de muitos ratos afetados com retinite pigmentar (a causa mais comum de cegueira em jovens) através da modificação de um vírus como vetor. Assim, conseguiram que as células de suas retinas expressassem uma melanopsina, sensível à luz. Anteriormente, esses especialistas haviam testado com sucesso um protótipo de retina eletrônica em pacientes cegos, mas a nova técnica de modificação genética seria mais fácil de implementar em prol de curar a cegueira.
Através de um exaustivo estudo e após muitos experimentos, o grupo de cientistas demonstrou que a cegueira pode ser reversível através da terapia genética.
Os animais foram observados durante um ano após a alteração do vírus, tempo em que o computador foi capaz de verificar que suas células oculares eram capazes de captar a luz e enviar os sinais para o cérebro. Os ratos podiam até mesmo reconhecer objetos de seu ambiente.
Esta notícia ocorre pouco depois de a Agência Americana de Alimentos e Medicamentos (FDA) aprova pela primeira vez uma terapia genética para uso comercial. Esta aprovação teve lugar o verão passado, apenas alguns meses atrás, apesar de que os primeiros experimentos de campo foram realizados há quase trinta anos. Trata-Se de um tratamento que consiste em extrair células do sistema imune (linfócitos T) dos pacientes com leucemia para insertarles posteriormente um gene que as modifica. Depois voltam a consumir, com o que este gene dirige-se directamente para as células cancerosas.
Este novo medicamento, chamado Kymriah e produzido pela empresa Novartis, teve efeitos positivos sobre o 83% 63 afetados por leucemia linfoblástica aguda, de acordo com os estudos realizados. Uma boa notícia para os que esperam curar a cegueira com este tratamento é possível. É um claro exemplo de como a terapia genética é realmente muito útil na hora de tratar doenças de alta gravidade. A maior desvantagem é seu alto custo, pois cada injeção custa 475.000 dólares.
Voltando à pesquisa de Samantha da Silva, o próximo passo seria testar a nova terapia em seres humanos através de ensaios clínicos. “Há muitos pacientes cegos em nossas clínicas e a capacidade de dar-lhes algo de vista com um processo genético relativamente simples, é muito emocionante”, diz entusiasmada a doutora. Com o passar do tempo poderemos verificar o alcance deste novo estudo.