Como enfrentar o medo de não engravidar

Você não consegue ficar grávida por mais que você tentou fazer?, você tem medo das técnicas de reprodução assistida?, como as emoções influenciam realmente em nossa capacidade para ser férteis?
Estas últimas e muitas outras perguntas terão resposta as declarações de Rosa Flores (ver imagem 2), psicóloga da Clínica Ginefiv, que muito gentilmente respondeu a entrevista que preparamos do Coisas de Saúde para todos vocês, querem ver?, então continue lendo.
Uma percentagem cada vez mais elevado da população atual é servido das técnicas de reprodução assistida no intuito de dar à luz a seu primeiro tiro, o que profesará seu amor e carinho incondicionais todos os dias de sua vida.

A presença de uma criança em nossa vida, irá ao encontro de nosso coração de luz, alegria e esperança. No entanto, quando tentamos diversas vezes e não conseguimos uma gravidez, o que podemos fazer?, será que temos alguma solução para isso?, nós temos de cair, o medo e a tristeza?
A psicóloga Rosa Flores responder a algumas destas questões com o principal objetivo, além de revelar uma informação de interesse especial para os casais inférteis, para derrubar esse medo e incerteza que existe sobre o assunto e trazer um pouco de luz. Com ela vos deixamos:

1) como É conveniente a ajuda psicológica em pessoas que se submetem a este tipo de tratamentos?
Os casais que se submetem a um tratamento de reprodução assistida se depara com uma montanha-russa de emoções. Estes casais costumam chegar à clínica com uma grande carga emocional que lhes gera estresse e ansiedade por conseguir o almejado gravidez, ao mesmo tempo que o desconcerto e o nervosismo perante o desconhecimento das técnicas de reprodução assistida.
A informação inicial apresentada pelo pessoal é básica, já que se deve dar o máximo de informação possível, porque isso na maioria das vezes, diminui a ansiedade inicialpor o desconhecimento das técnicas. Além disso, durante o tempo que dura o tratamento de reprodução assistida, que estão sujeitos a uma forte carga psicológica que até mesmo faz com que muitos casais chegam a abandonar estes tratamentos ou conflitos entre eles, porque tendem a culpabilizarse.

Perante esta situação, o apoio psicológico torna-se imprescindível para reduzir a carga emocional e de estresse a que está sujeita a um casal, que mesmo ajudá-lo a melhorar as taxas de gravidez. No nosso caso, Ginefiv conta com uma Unidade de Apoio Psicológico formada por uma equipe de profissionais altamente qualificados e que ajudarão a aliviar a ansiedade, melhorar a auto-estima e facilitar a expressão de emoções entre o casal e o seu ambiente.
2) Você poderia comentar como se desenvolvem as suas sessões e a forma de trabalho em Ginefiv? Como são as sessões?
Através do nosso programa de Apoio Psicológico identificamos, em primeiro lugar, os problemas e as angústias dos pacientes por meio de sessões personalizadas para que, uma vez que sejam identificadas, avaliar qual é a melhor estratégia para fazer frente a elas. Para isso, recorremos a técnicas congnitivo-comportamental e de autocontrole para ensiná-los a combater melhor as situações de estresse ou ansiedade que surgem durante o tratamento e saber como eles podem agir para mantê-las sob controle.

Trabalhamos também em como melhorar a comunicação, não só do casal, que se pode ver lesada, mas também com o equipamento médico que o está atendendo e com sua família, seus amigos e seu ambiente para que se apoiem também neles. Nestas sessões, tentamos sempre que consulte o casal para dar-lhes a oportunidade de interagir entre eles e avaliar a possível diferença de posturas que possam surgir. Estas sessões de apoio psicológico das oferecemos tanto no momento do diagnóstico ou durante o tempo que durar o tratamento, que em algumas ocasiões pode-se prolongar.
3) É verdade que as mulheres são mais abertas a este propósito, que os homens?
Os homens e as mulheres enfrentam este desafio de forma muito diferente. Enquanto elas tendem a ser mais comunicativas e revelam maior interesse por conhecer a fundo o seu problema, eles tende a evitar falar sobre essa situação e, até mesmo, tendem a esconder, sobretudo nos casos em que o problema da infertilidade seja por fatores masculinos.
Por outro lado, uma vez diagnosticado o problema de fertilidade, as mulheres apresentam uma maior confiança, esperança e otimismo que os homens na fase de tomada de decisões e mesmo que elas são mais resistentes a dor e os problemas emocionais, tornam-se deprimidos com mais frequência. Neste caso, os homens tendem a agir como o melhor apoio psicológico para a mulher.

4) Quais são as técnicas de relaxamento ou tratamentos trouxestes a cabo para enfrentar a ansiedade de determinadas casais?
Além de o trabalho da equipe de psicólogos e do próprio equipamento médico, uma das formas com que diminuímos a ansiedade é com as técnicas de relaxamento de Jacobson, através de tensão e relaxamento de grupos musculares.
Além disso, em Ginefiv dispomos de um serviço especial de acupuntura. Esta terapia tem se mostrado muito eficaz para reduzir o estresse, que, muitas vezes, gera a condição de infertilidade ou o próprio tratamento a que está submetido o paciente.
5) Qual é a percentagem de sucesso que têm estas sessões ou tratamentos psicológicos para os pacientes que optam pela reprodução assistida, mais especificamente para a doação de óvulos?
Um fator-chave para reduzir a carga psicológica em pacientes com problemas de infertilidade é a atendimento psicológico durante o período de tratamento, pois faz com que os casais estão mais animadas e com menos carga emocional, uma vez que influencia, que se continue com o tratamento e a obter melhores resultados.

Alguns estudos sobre a influência positiva dos programas de apoio psicológico refletem uma percentagem de abandono do tratamento de 5,7% em pessoas que seguiram um programa de apoio psicológico, enquanto que no grupo que não seguiu o programa, a taxa de abandono foi de 37.5%.
6) o Que teriam que saber os pacientes para não ter medo ou pudor na hora de recorrer a essas sessões?
Temos que ter em mente que cada paciente é afetado emocionalmente de modo diferente, e que depende de muitos fatores como é em frente a esta situação.
No entanto, cabe destacar que o medo ou pudor podem fazer com que se tomem medidas inadequadas como tentar evitar o problema ou mantê-lo em segredo, situações que geram ainda mais pressão e carga emocional, e que podem influenciar no sucesso do tratamento.
Deve ter uma visão das consultas psicológicas como um método de apoio e comunicação entre o casal.

7) você Acha que uma mentalidade positiva é um dos fatores necessários para enfrentar estes tratamentos?, será que a mente desempenha um papel muito importante na capacidade da mulher para ter um filho?
Uma atitude otimista é esencialpara enfrentar o tratamento e reduzir a carga emocional. Promover o pensamento positivo é uma das funções de nossa Unidade de Apoio Psicológico, já que durante estes tratamentos se vivem momentos muito difíceis.
Para isso, recomendamos aos pacientes que se concentram em coisas boas, que promovam a união entre o casal, em família ou seus amigos, que procurem novas metas e motivações que ajudam a normalizar e a lidar com o processo.
8) qual o impacto das emoções na incapacidade da mulher para ser fértil? e as relações com o parceiro?
As principais emoções experimentadas pelas mulheres quando se informa sobre o diagnóstico de infertilidade geralmente frustração, impotência e tristeza. Mas também a infertilidade pode vir a desestabilizar o equilíbrio emocional e de casal, a auto-estima ressente-se e surgem sentimentos de angústia e de culpa por se poderia fazer algo para evitá-lo e, até mesmo, em alguns pacientes com essa carga psicológica pode resultar em depressão.

Isto se deve a que os casais com problemas de fertilidade enfrentam situações difíceis como a perda do controle de vários aspectos de sua vida e, até mesmo, no caso de ser necessário um doador, alguns consideram a continuidade genética. Além disso, durante a duração do tratamento é também vivem mudanças na vida do casal que influenciam suas emoções.
As contínuas visitas médicas, as intervenções e as provas a que se devem submeter, o sentimento de “perda” de sua intimidade, bem como a programação das relações sexuais constituem uma alteração na rotina do casal que afeta seu bem-estar físico e psicológico.
9) você Acredita que o estresse tem aumentado entre a população nos últimos anos? como podem os casais que querem ter um filho de eliminar esse estresse antes de recorrer a tratamentos ou de forma complementar para os mesmos?

Um dos principais aspectos que afetam a hora de conceber um filho é o estresse. Estar submetido a um alto nível de estresse, seja ele causado pelo trabalho, a família, os estudos ou a própria ansiedade pelo desejo de ter um filho, provocam determinadas reações fisiológicas sobre o processo reprodutivo, seja natural ou por meio de técnicas de reprodução assistida.
No caso de a mulher pode até mesmo causar anovulação, ter ciclos menstruais irregulares ou à supressão do ciclo menstrual, por isso que influenciam negativamente na hora de conseguir a gestação. Mas não afeta apenas as mulheres, mas que também tem efeitos nocivos sobre os homens, uma vez que reduz a quantidade e qualidade dos espermatozóides.
Para tentar controlá-lo, na medida do possível e reduzir os seus efeitos, é importante distinguir se a causa que o provoca é interna ou externa, isto é descobrir se podemos controlá-lo, e como. No entanto, nem sempre é fácil dominar tudo aquilo que nos causa ansiedade e stress. Além disso, não podemos esquecer que, em algumas situações cotidianas é normal apresentar diferentes emoções como estas, já que também se aprende com elas e, portanto, são adaptativas.

10) Qual é a mensagem lançou para aqueles casais que levam anos tentado ter um filho e não conseguem depois de ter tentado vários tratamentos?
Mas há que ter em conta que cada caso é diferente, o que recomendamos é que não se obsesionen, já que isso influencia na hora de engravidar. Esses casais devem dar tempo e que tentem, na medida do possível, a uniformização da situação para poder enfrentar as emoções de raiva, estresse ou frustração como uma parte normal do processo.
Além disso, recomendamos que você vai desfrutar de sua vida em casal e com o seu ambiente, e que não pospongan sua felicidade para depois de ter o filho. Hoje em dia existem profissionais qualificados, que dispõem de métodos e técnicas para ajudá-los a enfrentar essa situação e há grandes avanços nos tratamentos de reprodução assistida para cumprir seu desejo de ser pais.
Fonte Imagem 2 e 5 Inforpress.