Como identificar e combater o bullying escolar?

Um impulso que se repete, um apelido que denegrindo o islão, um insulto, cada vez que sai para a lousa… a Cada dia, em qualquer colégio ou instituto de Portugal, alguma menina ou um menino sofre com o assédio de seus colegas. Um em cada 10 alunos do ensino médio de escolas públicas declara ter sido vítima de assédio, de acordo com o relatório e que Eu isso não jogo apresentado no início de 2016 pela ONG Save the Children, após entrevistar 21.487 estudantes. Um de cada três admitiu ter agredido fisicamente a outro companheiro nos dois meses que antecederam a pesquisa, realizada entre setembro de 2014 e junho de 2015.
Extrapolando os dados, a Save the Children, estima-se que a 193.000 das vítimas e na 103.000 os agressores de bullying e ciberbullying em Portugal.
Possíveis sinais na criança de assédio escolar
A detecção precoce é fundamental para evitar danos psicológicos graves e permanentes para os menores que sofrem, de modo que os pais devem estar atentos a possíveis sinais que emitem as crianças que recebem assédio, que se dá quando há uma intencionalidade por parte do agressor, a freqüência de abusos e de desequilíbrio entre agressor e vítima. Recolhemos algumas chaves para poder identificá-lo em tempo:
Mudanças na conduta da criança ou adolescente: Se mostra mais irritado, violento, nervoso, tem acessos de raiva ou apresenta uma tristeza injustificada.
Sofre sintomas psicosomáticos, como dores de estômago ou de cabeça sem causa médica real, alterações do apetite e do sono.
Resiste a ir para o colégio, tem verdadeiro medo de voltar depois das férias. Não quer ir para as excursões, nem ver seus amigos nem sair de casa.
Recusa-se a falar sobre sua vida escolar.
Tem um aumento repentino em seu desempenho acadêmico.
Perde suas coisas, como o dinheiro na hora do recreio, ou começa a aparecer com seus pertences escolares ou pessoais quebradas.
Recomendações aos pais para combater o bullying escolar

O bullying não é uma brincadeira de crianças, e não é sempre que a criança receba a agressões físicas. Normalmente isto, que pode ou não vir a acontecer, é o culminar de um processo de vitimização muito complexo. Um fenômeno indesejável, que tem efeitos negativos sobre a saúde física, o bem-estar emocional e o desempenho das crianças nos estudos. Ocorre quando um aluno está sendo intimidado por um ou vários colegas, receber comentários desagradáveis, provocações, o desconhecem completamente, lhe excluem de seu grupo de amigos ou lhe retiram de atividades, amigos e outras crianças para que não se relacionem com ele ou ela ou recebe golpes e ameaças. Contam mentiras ou falsos rumores sobre ele, lhe enviam notas ofensivas. Tudo isso acontece com frequência e é difícil para o aluno a defender-se a si mesmo. Não podemos chamar de bullying quando alguém se mete com o outro de forma amigável ou como em um jogo. Nem quando dois estudantes da mesma força discutem ou brigar.
O quadro de estresse pós-traumático infantil afeta muitas das vítimas de assédio escolar. Inclui desde problemas cognitivos (dificuldade de atenção, perda de memória…) a distúrbios emocionais (ansiedade, depressão…), ou de alterações do comportamento (isolamento, agressividade…). O cyberbullying é uma forma devastadora, porque não dá trégua. O assédio não termina ao chegar a casa, mas que continua.
Por não ser, precisamente, uma coisa de crianças, os especialistas dão uma série de recomendações para prevenir e, caso já exista, combatê-lo:
Aumentar os momentos de atenção positiva com os filhos. É fundamental não criticá-los e incentivá-los a expressar seus sentimentos. Há que dar-lhes permissão para comentar com sinceridade como se sentem para que verifiquem que têm o apoio de seus pais.
Se a criança vem para casa, dizendo que foi observado ou que lhe são colado, não se deve remover importância ao assunto, nem culpar a vítima, nem despacharla com um “Pois pégales você mais forte”. De fazê-lo, na próxima vez não vai dizer nada. Os pais devem sempre acreditar que o relato de seu filho e apoiá-lo.
É conveniente de vez em quando lhe perguntam sobre suas relações na escola, e não apenas sobre a evolução de suas qualificações, de forma que possam detectar se tem alguma dificuldade em suas relações com os colegas.
É aconselhável falar regularmente com o professor ou tutor do menor para se interessar por como vão os seus estudos, mas também para informar que tal interage com o resto de seus companheiros.
No caso de ter provas de perseguição, há que guardar as informações e entrar em contato com os professores e diretores. Se a criança está muito angustiado, é aconselhável recorrer a um profissional o quanto antes.
Um menino perseguido se vê diminuído. Por isso, os pais devem se encarregar de mostrar o contrário. Uma das maneiras é ajudá-lo para que possa encontrar amizades e outras relações fora da escola, através de atividades.