Correr em jejum, sim ou não?

O cardio em jejum se coloca de forma muito frequente, como uma alternativa para perder peso. Isto é porque, em teoria, quando você dorme, as reservas de glicogênio hepático (hidratos de carbono armazenados no fígado) foram reduzidas a seus níveis mais baixos ao longo da noite.
Daí que se você lanzaras a correr sem ter desayunado, ou sem ter ingerido nada durante pelo menos 8 horas, o corpo acabaria com o glicogênio que é e começa a utilizar as gorduras como fonte de energia.
Isto é o que em teoria deveria acontecer. No entanto, os estudos e especialistas dizem que o corpo humano funciona de outra forma e intervêm vários fatores tanto na hora de perder peso como do tipo de atividade física que se faz sem ter ingerido alimentos durante várias horas.
Você é magro correndo em jejum?

O certo é que não, ou pelo menos não está suficientemente demonstrado. O que se tem observado é que, se não comer nada antes de sair para correr, provavelmente ingieras o café de depois da corrida, o que você deixou de consumir, ou até mesmo pode ser que ele faça as refeições que fizer ao longo do dia. O corpo sempre vai tentar ser objeto de compensação para a sua sobrevivência.
Correr em jejum também não é uma boa decisão. Correr riscos elevados quando se lança a fazer exercício sem ter ingerido alimentos previamente, já que você pode sentir fadiga, tonturas ou você ainda pode desvanecerte. Se em cima corre solo, o risco de sofrer uma queda e não estar socorrer é maior.
Os estudos que se têm feito sobre correr em jejum coloca outro problema: a queima de gorduras não age sozinho, ele precisa de uma quantidade mínima de carboidratos para que o corpo comece a utilizar as reservas de gordura (que costumam ser passadas 2-3 horas de queimar as reservas de glicogênio hepático). Portanto, correr em jejum é um método pouco eficaz para perder peso, se o compararmos com outro tipo de atividades e estratégias.
Cardio em jejum por praticidade

Há quem se levanta para correr em jejum porque é mais prático, porque não dispõe de muito tempo pelas manhãs ou não tem apetite suficiente para tomar o pequeno-almoço antes de uma corrida. Sendo assim, o aconselhável é ingerir carboidratos de rápida absorção pelo menos 20 minutos antes de começar a atividade, como por exemplo, uma peça de fruta ou mesmo um smoothie de frutas e legumes.
Desta forma, preenchem-se as reservas de glicogênio para realizar a atividade física, sem que se suponha um esforço para comer ao que tem fome. No momento em que vai tomar o pequeno-almoço, recorre aos carboidratos complexos como a aveia ou o pão integral, juntamente com gorduras saudáveis e proteínas, o abacate e o óleo de oliva.
Por outro lado, também é muito aconselhável que o tipo de exercício que você treine em jejum seja de baixa intensidade e de curta duração. Por exemplo, uma corrida de ritmo de conversação durante 30 ou 40 minutos.
A exceção para correr em jejum

Os estudos tem mostrado resultados positivos quando indivíduos treinados e atletas de elite realizam atividades cardiovasculares, em jejum. Especificamente, tem-se observado melhorias no metabolismo, aumento das reservas de glicogênio e atraso no aparecimento da fadiga.
Há falta salientar que esses resultados foram observados em atletas que levam a cabo esta estratégia sob a supervisão de profissionais de saúde, ou seja, nutricionistas-nutricionistas e médicos desportivos que sabem como aplicar o cardio em jejum, para maximizar o seu benefício, sem que se repercute de forma negativa sobre o desempenho do indivíduo.
Em suma, não está provado que correr em jejum ajuda a perder peso. As atividades de resistência são necessárias para manter saudável o sistema cardiovascular, mas atividades como o HIIT (exercícios intensos a intervalos mais elevados) são muito mais eficazes para queimar gordura se combina com o trabalho de força e uma dieta hipocalórica e saudável.