Desdentadas, por que nossos idosos perdem seus dentes?

Ir perdendo dentes é um problema que afeta a qualidade de vida à medida que vamos envelhecendo, mas não se trata apenas de um problema que sofrem os maiores, também pode ocorrer em pessoas na idade adulta. A perda parcial ou total de peças dentais, conhecida como desdentadas, é um transtorno que vai além da questão estética, uma vez que pode alterar a forma de fechar a boca ou, até mesmo, afetar a hora de mastigar.
Embora esse transtorno tenha reduzido nas últimas décadas, persiste uma proporção de indivíduos nas sociedades de todo o mundo, caracterizada, de maneira geral, pelo envelhecimento da população, de acordo com a Federação Internacional Dental (IED, na sigla em inglês). Assim, os especialistas prevêem que o desdentadas afeta pessoas de todos os países.
Causas da perda de dentes
A perda de dentes pode ter uma causa congênita ou adquirida e ocorrer em pessoas de ambos os sexos. Embora não se tenha demonstrado uma relação causal, o desdentadas geralmente coexistir com más condições de saúde. Os principais motivos do desdentadas parcial ou total são:
Má higiene bucal.
Cárie.
Doença periodontal.
Acidentes ou traumatismos.
Por isso, a melhor maneira de prevenir a perda de dentes é ter uma boa higiene oral com escovação diária, três vezes ao dia -dedicar mais tempo antes de deitar-se – ou depois de cada refeição, complementada com o uso da seda, as escovas interdentais e/ou o enxágue bucal. Além de visitar uma vez por ano ao dentista, você tem que ir ao dentista perante o início de qualquer problema.
Problemas de perda de dentes
Em traços gerais, a perda de dentes é seguida de reabsorção progressiva e remodelação do osso, o movimento dos dentes adjacentes com o que caiu para o vazio que deixou este e um fecho -oclusão – diferente de boca, com possível maloclusión entre os dentes superiores e inferiores. A mobilidade do dente é o principal indicador de que se está produzindo uma perda do osso que segura o dente e que se trata de uma situação em que o dente se pode depreender.
A remodelação do osso para se adaptar à falta de dentes, passa por três fases: ativação-a nível da superfície laminar óssea-, reabsorção -as células responsáveis pela degradação, reabsorção e remodelação óssea (osteoclastos) se aderem à superfície óssea – e formação -as células foram obtidos usando locais, que se diferenciam em osteoblastos, cria a matriz orgânica e começa a mineralização, formando osso.
Estas alterações podem levar a alterações na fala, na hora de mastigar a comida e a articulação da mandíbula, além de problemas estéticos, como envelhecimento precoce do rosto ou maior proeminência da mandíbula sobre o maxilar superior (pseudoprognatismo), entre muitos outros, incidindo negativamente na auto-estima do paciente.

Mais grave ainda supõe a relação que detectou um estudo apresentado em março, no ‘American Journal of the American Heart Association’: a perda de dentes e a doença na gengiva podem estar associadas com um maior risco de morte em mulheres na pós-menopausa. A história de doença periodontal, em parceria com 12 por cento mais risco de morte por qualquer causa e a perda de todos os dentes, com 17 por cento mais risco de morrer.
Seus autores, uma equipe de pesquisadores da Universidade de Buffalo, em Nova York, Estados Unidos, apontam que estes transtornos –o desdentadas e a gengivite ou doença periodontal– além de ter um impacto sobre a função oral e dos hábitos alimentares, é possível que estejam relacionadas com patologias crônicas do envelhecimento.
Além de impactar a função oral cotidiana e nas interações sociais, a perda total de dentes é difícil de aceitar, por isso que os médicos dentistas devem também preparar psicologicamente os pacientes quando eles tem que derrubá-los algum dente, segundo o que se reflete na declaração de princípios da FDI, aprovada na assembleia em 2009.
Tratamentos para reduzir o impacto do desdentadas
À medida que avança a medicina e se desenvolvem novas ferramentas, os distúrbios dentais apresentam um maior leque de opções de tratamento e/ou reparação de problemas:
Entre os tratamentos mais utilizados para gerir esta patologia são os implantes dentários para substituir as peças quedas e ocupar o espaço que ficou livre, evitando, assim, o desenvolvimento de deformidades. Estes implantes precisam, assim como os dentes naturais, uma boa higiene oral. Álcool, café e tabaco podem ser prejudiciais.
Pontes: são próteses fixas que são usadas para substituir um ou mais peças dentais para preencher a lacuna existente, que se juntam aos dentes naturais ou aos implantes dentários vizinhos.
Próteses: seu uso pode melhorar o bem-estar geral e as funções oral dos pacientes edéntulos. Há que ter em conta que este tipo de dispositivos alteram ou limitam as escolhas alimentares dos pacientes, por isso é possível que sua ingestão nutricional se veja prejudicada ou seja, inferior à do resto da população. Por isso, terá de se adaptar a dieta à nova situação.
Sobredentaduras: trata-se de um tipo de dentaduras que se fecham sobre dois a quatro implantes para melhorar sua fixação, suporte, retenção e estabilidade. Proporcionam benefícios psicossociais, estruturais e funcionais.