Kinesiotaping, o fisioterapeuta, o que são essas tiras de cores?

Certeza que em alguma ocasião você já viu algum atleta que carrega em seu corpo estranhas tiras de cores, né? O que são? Para que servem? Quem as aplica e como se faz? Vos falamos em profundidade do kinesiotaping ou bandagem neuromuscular.
O que é o kinesiotaping?
O kinesiotaping ou bandagem neuromuscular é uma técnica relativamente nova (nasceu no Japão há mais de 40 anos, da mão de Kenzo Kase) de reabilitação e prevenção de lesões usada por muitos fisioterapeutas ao redor do mundo. Trabalha-Se com umas tiras de algodão respirável, que levam em um de seus lados um adesivo acrílico que pode ser ativado com o próprio calor do corpo. As tiras são livres de látex, que podem ser usadas em pessoas alérgicas a este material.
As tiras de kinesiotaping são elásticas e podem esticar até um 140-160 % do seu comprimento. Desta forma permitem o movimento livre do corpo, como não acontece com outras técnicas de reabilitação. São aplicados sobre a pele do atleta (ou da pessoa lesionada), na área em que se encontra o músculo que se quer tratar, e realizam uma tração do músculo, facilitando assim a recuperação da área.
Dependendo do músculo que está a tratar, será necessário usar uma ou mais tiras de cores diferentes e com diferentes formas: as tiras de kinesiotaping podem ser cortados longitudinalmente para poder gerenciá-las e obter diferentes formas de acordo com a direção das fibras musculares.

Quando se aplica o kinesiotaping?
O fisioterapeuta é o profissional encarregado de aplicar ligaduras neuromusculares ou de kinesiotaping. Depois de tratar a área com dor ou lesão através da terapia manual, e uma vez que a área está quente, o fisioterapeuta nos aplicará, se for necessário, essas tiras que imitam as características da pele (espessura, elasticidade, peso) para melhorar a recuperação, para evitar possíveis futuras lesões ou para melhorar o rendimento desportivo do paciente.
As tiras, de diferentes dimensões, conforme a necessidade, são resistentes à água e podem durar entre três e cinco dias, dependendo da área em que se apliquem. Se se realiza um tratamento que requer uma duração mais longa é conveniente trocar os curativos a cada três dias.

Como funciona o kinesiotaping?
As tiras aderem à pele, graças ao adesivo que contêm, e puxam dela para levantá-la ligeiramente do músculo: desta forma, favorece-se o fluxo sanguíneo e linfático e melhora a recuperação da área a tratar. Por este mesmo motivo, não é conveniente utilizá-los em pessoas que sofrem de problemas circulatórios ou que sejam propensas a sofrer de trombose.
Algumas destas tiras estão impregnadas com turmalina, um mineral que ao contato com o calor que lhe fornece o corpo libera íons negativos, que melhoram o fluxo sanguíneo e produz um efeito sedativo. Além disso, as tiras de kinesiotaping reduzem a inflamação característica de um certo tipo de lesões, como tendinite ou entorses.
Ao levantar a pele do músculo, as tiras de kinesiotaping também livram da pressão dos propioceptores, o conjunto de receptores e nervos encarregados de transmitir sensações a partir de diferentes pontos de nosso corpo, por isso são capazes de aliviar a dor de uma lesão.
As cores do kinesiotaping
Por que essas tiras têm cores diferentes? Alguns as usam somente com um fim estético (muitas pessoas afirmam as tiras pretas, ao ser discretas, ou as que têm uma cor semelhante ao seu tom de pele), mas também podem ter uma função, dependendo da quantidade de luz que refletem ou absorvam:
Fúcsia e gama de cores quentes (amarelo, laranja): um dos mais usados. Absorve uma grande quantidade de luz e aumenta a temperatura da região em que se aplica. É uma cor estimulante.
Azul e gama de cores quentes: ao contrário do que o fúcsia, o kinesiotape azul reflete a luz, o que serve para descer a temperatura da área a tratar. É utilizado em lesões que cursam com inflamação e é relaxante.
Verde: utilizado em lesões por estresse.