Nem tudo soma, o que é o overtraining e por que ocorre?

Muitas vezes, vemos como se promove o exercício, apesar da falta de vontade ou até mesmo do cansaço. O certo é que há que ter cuidado com essas afirmações e ideias, já que o corpo manda sinais quando precisa se recuperar. Se se ignoram, é provável que caia o que comumente é chamado de overtraining.
Como o seu nome indica, o transtorno dismórfico muscular, ocorre quando a pessoa está fazendo um excesso de atividade física, ou ainda, se a carga de treinamento é habitual, mas não está descansando ou alimentando-se como o corpo precisa.
Atualmente, o overtraining não tem um diagnóstico clínico, claro, pelo que se torna difícil de identificar, apesar de que conhecem as suas causas e sintomas.
Sintomas do overtraining

Dependendo da pessoa, os sintomas variam. De fato, muitas vezes você ouve falar de “síndrome de overtraining”, já que os sintomas foram extraídos os dados de estudos de inúmeros casos, e em alguns deles, os sintomas têm sido contraditórios.
Alguns dos sinais mais comuns que indicam que sofre de transtorno dismórfico muscular, são as seguintes:
Alteração do sono, dado que o descanso de qualidade é uma pata fundamental do treinamento.
Mudanças de humor, que tendem a irritabilidade ou apatia.
Perda de peso: como consequência de os anteriores, se pode produzir uma falta de apetite, que leva à perda de peso.
Diminuição do desempenho físico, já que o overtraining vem acompanhado de dores, mal-estar físico ou cansaço muscular.
Grande falta de concentração e atenção, pois não afeta somente a nível físico, mas também mental.
Por que se produz o overtraining

Quando se conhece o problema, você pode achar a solução. Assim, quando aparecem os primeiros sintomas do overtraining, é necessário atajarlo rapidamente para não cair no que é conhecido como uma rabdomiólise (destruição do músculo esquelético).
Como é de se imaginar, as causas do overtraining partem do excesso de trabalho físico, embora os especialistas também sugerem que o abuso do trabalho intelectual pode causar esta doença.
Entre outras fontes do problema, encontramos um desequilíbrio na alimentação e na hidratação. E é que, por um lado, os nutrientes que ingerimos podem facilitar a recuperação muscular, mas, por outro, se levamos a cabo uma atividade física intensa e uma incorreta hidratação, padeceremos uma redução do desempenho e das energias.
O estresse, a ansiedade ou problemas do dia-a-dia também podem ser causas do overtraining, uma vez que contribuem para que não nos recuperaremos depois da atividade física. Em última instância, todas estas situações prolongadas no tempo podem resultar em lesões musculares, depressão psicológica ou problemas nutricionais. Daí a importância de consultar um médico logo que se observem os primeiros sintomas.
Como prevenir a síndrome do overtraining

Antes de iniciar qualquer tipo de atividade física, é importante consultar o médico para descartar possíveis doenças que possam agravar o tipo de exercício que vamos fazer.
Em segundo lugar, também é muito aconselhável entrar em mãos de treinadores pessoais e profissionais de atividade física que nos guiem e planejamento do exercício, em torno de alguns objetivos. Muitas pessoas pecam de começar a fazer desporto sem planejamento, dando o máximo de si, sessão após sessão, e assim se cai facilmente em overtraining.
Em terceiro lugar, há que prestar atenção aos sinais que envia o corpo. É possível que apareçam os sintomas anteriormente descritos, apesar de ter um treinador pessoal, e, em alguns casos, pode ser que seja por que não fazemos uma alimentação adequada. O exercício físico se para a mais quando você está descansado, por isso vale mais a pena renunciar ao treino durante alguns dias que seguir arrastando de cansaço e desconforto.
Fotos | Unsplash Scott Webb / Xavier Sotomayor