O apoio psicológico, fundamental para os processos de divórcio e separação

Lidar com essas emoções não é fácil e é ainda mais complexo quando há filhos no meio, já que a preocupação sobre a situação própria soma-se o impacto que a separação pode ter sobre eles. Procurar apoio psicológico pode ajudar a entender e controlar melhor as emoções, de forma que possamos superar o melhor possível o duelo após a separação e embarcar o quanto antes a busca de uma vida plena.
As rupturas de casal não ocorrem de um dia para o outro ou por uma única causa ou por culpa exclusiva de uma das partes. Geralmente, as separações são resultado de um acúmulo de circunstâncias, desencontros e problemas que ocorrem de forma continuada, durante vários anos, até que é tomada a decisão da separação.

Durante o processo de separação ou divórcio dos membros do casal costumam passar por várias fases emocionais que incluem a desilusão pela forma como está se desenvolvendo a vida em casal, a expressão formal deste desencanto, a decisão de separação e, uma vez realizada, a fase de aceitação e de busca de uma nova vida. Estas etapas podem aparecer em ordem diferente, ou você pode não se dar alguma delas. Cada pessoa é diferente.
Devido às implicações emocionais, estas fases não são um mar de rosas. Dependendo dos motivos e as circunstâncias da separação, pode se ver prejudicada pelo rancor e desejo de vingança, ou por insegurança e a diminuição da auto-estima da parte agraviada.
O apoio psicológico é fundamental para ajudar no processo de aceitação e para agir com integridade, com foco no futuro e responsabilizándonos de nossos atos. Além disso, vai nos ajudar a entender o que sentimos e como lidar com as emoções de maneira que não nos tornemos lesão e não o façamos àqueles que nos rodeiam.

Quando há crianças envolvidas, é muito importante tratar a sua saúde psicológica, já que podem experimentar emoções negativas que impactem no seu bem-estar. É habitual que expressem suas emoções diante da separação de maneiras diferentes, de acordo com a idade da criança, tendo em conta se a família tem dado lugar à expressão emocional e se tiverem atendido as necessidades da criança, e neste sentido. Alguma destas manifestações incluem agressividade ou sintomas depressivos, como a falta de interesse ou a vontade por hacr coisas.
Portanto, o impacto do divórcio sobre os filhos depende em grande medida da qualidade da relação que mantinham com cada um dos progenitores antes do divórcio, a intensidade e a duração do conflito que se tem vivido no casal e, sobretudo, da capacidade que têm os pais para deixar de lado seus conflitos e centrar-se nas necessidades físicas e emocionais dos filhos.
Por último, embora o divórcio para se transformar em uma situação difícil e desconfortável, é importante lembrar que o apoio psicológico profissional pode se tornar o pilar sobre o qual se cimente o início de uma fase em que têm lugar as novas experiências que poderemos construir dia-a-dia de uma forma equilibrada e positiva.