O que é o método ROUPA?

Também conhecido como Maternidade Partilhada, precisamente, consiste em compartilhar a Fertilização In Vitro (FIV) entre as duas mulheres, para que ambas sejam as mães biológicas do bebê. Uma é submetida à estimulação ovariana para doar os óvulos e a outra vive a gestação.
Para participar o método de ROUPAS, não é necessário que as mulheres casadas. Antes sim, mas, graças à alteração da Lei de Reprodução Assistida 14/2006, para este caso, a doação de ovários não é anônima. Isto permite que a maternidade seja compartilhada.
Fases do método ROUPA
Para saber mais sobre esta técnica, devemos conhecer as diferentes fases por que terão que passar as futuras mães.
Em primeiro lugar, será submetido à mulher que traz seus óvulos para uma medicação hormonal para conseguir um maior número deles. Durante o tempo que dura este processo, se submete a um acompanhamento, por meio de ultra-som, para ver o estado de maturação dos folículos. Desta forma, podemos observar o crescimento folicular para uma melhor obtenção dos óvulos.
Quando os óvulos estão prontos para serem colhidos, será realizada uma punção folicular nesta mulher. Trata-Se de uma pequena intervenção cirúrgica, de entre quinze e trinta minutos, para a obtenção dos óvulos. Essa intervenção é feita através de uma aspiração do líquido dos folículos e, normalmente, não requer hospitalização.
Após isso, realiza-se a sua fertilização com sêmen de um doador anônimo, previamente verificado como compatível.

Para que a outra mulher possa receber o óvulo fecundado, também deve seguir um tratamento, que prepara seu endométrio através de um tratamento hormonal. Esta membrana que reveste a cavidade do útero deve engordar até chegar a uma espessura entre 9 e 14 milímetros, momento ideal para a recepção.
Em seguida, será realizada a transferência para o útero de um embrião. A referida preparação do endométrio aumenta as chances de sucesso, por isso é um passo muito importante.
O mais comum em Portugal é transferir apenas um embrião, embora em alguns casos se podem transferir dois. O limite legal em nosso país é fixado em três embriões, mas poucas vezes se chega a essa quantidade. Os embriões excedentes serão criopreservados para futuras gestações, doações a outros casais ou investigação.
Em cerca de quinze dias, será feito um teste de gravidez para confirmar o êxito do processo. Este método, em Portugal, em princípio, não está coberto pela Segurança Social, embora cada Comunidade Autónoma tem sua legislação neste domínio. Atualmente, existem muitas clínicas particulares que oferecem este serviço com boas garantias de sucesso.
O método ROUPAS cada vez mais difundido, uma vez que permite a casais de lésbicas uma participação ativa no processo de gestação, de forma que se sentem mais envolvidos em toda a gravidez, podendo contribuir juntas ao desenvolvimento de seu futuro bebê.