O que é um avc isquêmico: Causas, sintomas e tratamentos

A Cada ano milhares de famílias sofrem as consequências de um acidente vascular cerebral em suas vidas. Uma doença vascular cerebral sobre a qual existe um grande desconhecimento em Portugal, se bem é a primeira causa de morte entre as mulheres e a segunda, no caso dos homens, depois do câncer. A maioria dos avc, cerca de 85%, são isquêmicos, sendo o restante, eczemas.
Enquanto que estes últimos devem-se à ruptura de uma artéria cerebral, o avc isquêmico surge a obstrução parcial ou total de uma ou mais artérias que levam sangue do coração ao cérebro, o que faz com que a insuficiente irrigação sanguínea dos centros neurais que controlam todas as funções do organismo. Essa obstrução provoca um coágulo de sangue que tampe o copo, ou uma porção de gordura que se tenha desprendido das paredes da artéria.
A resistência de um neurônio, que não recebe sangue é imprevisível. Alguns já sofrem lesões irreversíveis aos cinco ou quinze minutos após o início da isquemia. Em linhas gerais, consideram-se fundamentais as primeiras 4,5 horas, tanto do ponto de vista da sobrevivência como das sequelas.
A informação de que disponha dessa pessoa sobre o que está acontecendo é, portanto, fundamental. O problema do avc é que muitas vezes seus sintomas são mal-entendidos. Como em 99% dos casos não doem, não é raro que não se lhes dê a importância que têm, em especial nos primeiros momentos.
Como detectar um derrame isquêmico?
O curso apresenta-se de repente e embora possa afetar pessoas mais idosas, também pode ocorrer em jovens. Os principais sinais de alarme são:
Perda súbita da força na face, braço e/ou perna de um lado do corpo.
Alteração súbita da sensibilidade (dormência) no rosto, braço e/ou perna de um lado do corpo.
Perda súbita de visão em um ou ambos os olhos.
Dificuldade súbita para falar, se expressar ou compreender.
Dor de cabeça súbita de muito alta intensidade e sem causa aparente.
Instabilidade, desequilíbrio e incapacidade para a marcha de apresentação brusca.
Se identificar em você mesmo ou em outra pessoa algum destes sintomas, consulte imediatamente ao hospital mais próximo ou ligue para o 112 e conte o que acha que está perante um caso de avc para que os serviços de emergência activado o CÓDIGO AVC, que liga as ambulâncias com os hospitais e mobiliza médicos de urgência, neurologistas, radiologistas, intensivistas, anestesiólogos e enfermeiros.

Fatores de risco
A Cada ano, entre 110.000 e 120.000 pessoas são afetadas por um acidente vascular cerebral em Portugal, segundo dados da Sociedade Portuguesa de Neurologia (SEN). Além disso, é o maior motivo de incapacidade de adultos em nosso país. A sua incidência está associada a diferentes fatores de risco, a maioria deles podem ser evitados com uma adequada prevenção.
Sofrer de hipertensão arterial, diabetes tipo 2, altos níveis de colesterol no sangue e não fazer exercício físico são, além do hábito de consumir tabaco e álcool são os principais fatores desencadeantes de um avc. Também incidem situações pontuais de máximo estresse emocional.
Tratamento
O tratamento que recebem das pessoas que sofrem um avc isquêmico depende do tempo decorrido desde que se desencadeou. Caso não tenham passado mais de três ou quatro horas desde que o paciente identificou algum sintoma, o processo pode consistir em localizar com testes de imagem, o ponto em que se encontra o trombo e tentar fazer com que se dissolva por meio de substâncias trombolíticas.
Este tratamento, no entanto, tem eficácia limitada no avc graves ou de localização complexa. Nestes casos, o neurointervencionismo permite chegar com uns pequenos cateteres os vasos sanguíneos através da virilha para desobstruir o coágulo. Se tudo correr bem, a recuperação do paciente pode ser promissora.
Fotos | iStock / Allexxandar / AlexRaths