O que eu preciso de um fisioterapeuta ou um osteopata?

Um movimento errado te deixou com uma dor nas costas que não se permitiu levar uma vida normal nos últimos dias. Quando você decide colocar um ponto final, se apresenta um dilema: a quem recorrer a um fisioterapeuta ou um osteopata? Se você não tem claro quais são as diferenças entre essas duas disciplinas da medicina, em seguida esclarecemos-lhe tudo.
Quando você decide procurar a ajuda de um fisioterapeuta ou de um osteopata, fá-lo procurando o alívio de alguma lesão ou desconforto. A dúvida sobre qual profissional recorrer surge pela semelhança que há entre esses dois campos, pois ambos ajudam a recuperar-se da dor ou a eliminar a tensão muscular. No entanto, tudo depende do tipo de lesão que se tenha. Vejamos quais são as abordagens destas duas especialidades médicas.
Quais são os conceitos de fisioterapia e osteopatia?
Embora a prática de fisioterapia e osteopatia são semelhantes, é o foco do tratamento e da capacidade de diagnóstico, o que os diferencia. No caso da fisioterapia, a capacidade de diagnóstico é muito mais ampla, é reconhecida pelo sistema nacional de saúde e é aplicada como tratamento para problemas neurológicos, traumatológicos ou pediátricos.
Por sua parte, a osteopatia é reconhecida pela Organização Mundial de Saúde como uma medicina alternativa, embora em Portugal não tem o mesmo reconhecimento que tem da fisioterapia.
A osteopatia é um conjunto de técnicas manuais fundamentadas nas leis que regem a vida e os organismos vivos. Esta especialização pretende restaurar e manter o equilíbrio do corpo para que se recupere e preserve sua capacidade de se auto-regulamentar.
A fisioterapia, além da técnica manual, use os agentes naturais, como o frio, o calor, a luz, a água e a eletricidade para tratar a dor. É excelente para reduzir a inflamação e dor muscular crônica ou para ajudar a recuperar a mobilidade articular, depois de uma intervenção cirúrgica.
Diferenças entre fisioterapia e osteopatia
Fisioterapia
Um fisioterapeuta segue-se um plano de tratamento específico para cada tipo de lesão e reabilitação. Em muitos casos, este tipo de plano funciona bem, mas há pacientes que necessitam de um plano de reabilitação personalizado.
Os fisioterapeutas podem apoiar suas terapias com vários tipos de equipamentos médicos, como aparelhos de ultra-som e outros que possam contribuir com diferentes tipos de estímulos para as áreas afetadas, como frio, calor, luz, etc., Os pacientes que chegam até os fisioterapeutas são referidos pelos médicos primários.

Osteopatia
Dado os seus princípios, a osteopatia lhe outorga uma grande importância para a estrutura corporal. Os osteópatas entendem que todos os sistemas do corpo humano constituem um todo perfeitamente interligado. Trabalham sobre essa base para reconstruir a harmonia que deve existir em todo o corpo, a nível músculo-esquelético, visceral e craniana.
Existem diferentes tipos de osteopatia:
Osteopatia estrutural: trabalha as restrições de mobilidade no sistema músculo esquelético, a biomecânica articular e a postura do paciente.
Osteopatia visceral: é a que se encarrega do equilíbrio da coluna visceral para restabelecer a circulação sanguínea, melhorar a mobilidade e o movimento próprio das vísceras.
Osteopatia craniana: focaliza a certa mobilidade dos ossos do crânio e da sua relação com o sistema nervoso central.
A fisioterapia incorpora entre seus tratamentos técnicas de osteopatia, pois, para tratar a dor, aplicam exercício terapêutico, a aplicação de frio, calor, água, luz, eletricidade e massagem manual.
Por isso, se afirma que a osteopatia complementa e potencia os resultados da fisioterapia. A todas as luzes, a fisioterapia é muito mais amplo, pois abrange outros campos de atuação e a utilização de outras ferramentas muito eficazes para tratar a dor.