Obesidade: uma doença de países desenvolvidos

Falamos de sobrepeso e obesidade para nos referirmos à acumulação de gordura em excesso no corpo e que pode resultar em problemas de saúde, e em ocasiões graves, para as pessoas. A sua avaliação individual vem estimada pelo Índice de Massa Corporal (IMC).
O que define o IMC?
O peso e a estatura de uma pessoa. De acordo com a Sociedade Espanhola para o Estudo da Obesidade (SEEDO) o IMC é calculado, exclusivamente, em adultos, com a divisão entre o peso em quilogramas e a estatura em metros quadrados. O valor resultante é comparado com os dados que aparecem na tabela a seguir (arquivo em anexo) e determina-se o grau de obesidade ou excesso de peso.
Como tudo, este índice tem que pegá-lo com alfinetes, pois foi demonstrado algum erro no seu cálculo: por exemplo, assume uma distribuição que não é muito certa entre a massa corporal e a massa muscular e, além disso, acrescenta 10% do valor para os indivíduos mais altos e remove outros 10% do valor para os mais pequenos.
Por isso sempre deve consultar com um especialista sobre o assunto, antes de começar a fazer cálculos e conclusões.

Por que somos obesos?
Basicamente, a causa fundamental do sobrepeso e da obesidade é um desequilíbrio energético entre as calorias consumidas e gastas, seja em adultos ou em crianças. Mas também pode ser devido a fatores genéticos.
A importância do estabelecimento de bons hábitos de vida e alimentares na infância depende que você seja um adulto com mais ou menos problemas de saúde. Por isso, é necessário ensinar desde pequenos hábitos saudáveis de vida.
Um menor obeso terá maior probabilidade de ser um adulto obeso e sofrer com isso doenças adjacentes a própria obesidade, como podem ser deficiência e/ou morte prematura.
Mas, além disso, se o seu filho ou filha tem obesidade, tenha em conta que terá dificuldades respiratórias, maior risco de fraturas, hipertensão e aparecimento precoce de outras doenças ligadas à obesidade, como problemas cardiovasculares, diabetes e problemas psicológicos decorrentes da aceitação de seu estado físico e de seu medo de enfrentar a sociedade, mesmo em situações da vida diária.
Prevalência de obesidade em Portugal

Segundo o estudo ENPE, em que estuda, entre maio de 2014 e maio de 2015 a um total de 6.800 pessoas entre 25 e 65 anos, a prevalência de obesidade geral e obesidade abdominal no conjunto do país são elevadas, embora de forma desigual por Comunidades Autónomas.
Astúrias, Galiza e Andaluzia são as regiões com os dados mais altos de obesidade e Baleares, Catalunha e País Basco, as que têm menores índices.
O estudo revela também que a obesidade e o excesso de peso implicam uma pior qualidade de vida para os pacientes e um aumento de carga assistencial e custo para o sistema nacional de saúde.
Façamos então um pouco de educação para a saúde e leia estas diretrizes que convém ter em conta se você está preocupado ou preocupada com seu peso ou o de seus filhos:
Nunca comece uma dieta, se não for prescrita pelo seu médico, nutricionista, nutricionista, etc., É dizer, um especialista em Saúde.
Sobre alimentação saudável, não faça caso, o primeiro que leia ou ouça. Consulte fontes fiáveis e profissionais.
Analise como cozinha em casa: talvez tenha que mudar alguns hábitos, reduzir o consumo de rebozados, empanados, fritos,…
Olho para as bebidas com gás e açúcar, pois o seu consumo em excesso também influencia a obesidade. Cuidado também com os precongelados, pré-cozinhados, etc.
Deve saber da importância de mastigar devagar, e a cada mordida. Faça da hora da refeição um momento agradável, respeitando sempre os horários.
Saia para fazer exercício. Meia hora por dia de caminhada leve lhe sobrevirá o bem para o corpo e a mente.
Um último conselho: um especialista sempre é o nosso melhor aliado em questões relacionadas com a saúde.