Objetivo 2017: reduzir o stress e a ansiedade

Está chegando o ano novo e com ele a lista de bons propósitos que sempre precedem: fazer exercício, parar de fumar, perder peso, estudar algo novo… Todos são importantes, mas há um, que pode estar afetando a nossa saúde em geral, e costuma ser o grande esquecido, reduzir o estresse e a ansiedade. Contamos-lhe por que é necessário e como conseguir este 2017.
Estresse e ansiedade do que o normal para o patológico
O estresse moderado é algo comum, nos activa e nos ajuda a reagir diante de diversas circunstâncias da vida, mas quando a procura supera nossas capacidades (ou sentimos que as supera-se em uma sobrecarga que não é fácil conviver.
A ansiedade é uma resposta de antecipação diante de possíveis ameaças. Uma reação de alerta para algo que pode acontecer, que, como o stress, contribui para que estejamos preparados. Esta resposta pode ser normal ou desproporcional, causando uma angústia e medo constantes diante de uma causa inexistente, ou um perigo difícil de identificar. Se ficarmos nervosos, preocupados ou ansiosos, converteu-se em nossa rotina, temos que fazer o possível para mudar.
Por que é tão importante reduzir o stress e a ansiedade
Como discutimos no seu dia, o stress continuado, além de provocar sintomas físicos, como a insônia e dor de cabeça, tem também consequências negativas para o nosso organismo: contraturas, bruxismo, infecções, excesso de peso ou aumento do risco de infarto são apenas algumas delas.
O estresse altera o nosso sistema imunológico, nervoso e endócrino, podendo causar doenças físicas e psíquicas, como os transtornos de ansiedade ou cansaço crônico. Além disso, aumenta o risco de realizar condutas nocivas para a nossa saúde como abusar do tabaco e o álcool, ou comer de forma compulsiva.
A ansiedade produz sentimentos de perda de controle, desconforto, tensão e angústia. A elas se soma a percepção de sintomas fisiológicos que alteram a freqüência cardíaca, a respiração, a transpiração, a digestão ou até mesmo a temperatura corporal. É uma afecção que pode chegar a nos impedir de trabalhar e levar uma vida normal.

O que você pode fazer para reduzir o estresse e a ansiedade?
O primeiro passo é reconhecer que precisamos de uma mudança. Se continuamente nos sentimos irritados, cansados, angustiados ou esmagados, algo não está correndo bem. Nem sempre podemos evitar os problemas que nos geram o stress e a ansiedade, mas sim tentar lidar com elas de uma forma diferente. Estas são algumas orientações que nos ajudam a fazer isso:
Reforçar a auto-estima
Um mesmo trabalho pode causar estresse em uma pessoa e deixar indiferente a seu companheiro, que faz exatamente o mesmo. Geralmente, tem mais peso como interpretamos as situações e a confiança que temos em nossa capacidade para superá-las, que as próprias situações em si.
Por isso, é importante cuidar da estima pessoal, reconhecendo o que fazemos bem e analisando a forma de melhorar quando agimos mal. Evitando os pensamentos negativos tão comuns como “não valho a pena para nada” ou “nunca vou conseguir”.
Aprender a ser assertive e relativizar
As relações com outras pessoas (amigos, parentes, colegas de trabalho), são uma das principais fontes de stress e ansiedade. Ser assertive, defendendo as nossas necessidades e respeitando as dos outros, é a chave para reduzir o stress. Dizer não, quando não podemos ou não queremos fazer algo, expressar o que sentimos e saber pedir apoio, contribui para o nosso bem-estar. No entanto, se deixamos de fazê-lo procurando a aprovação dos outros, estaremos adicionando situações estressantes a nossa vida.
Aprender a relativizar também é importante. Se cair na inércia de irritarnos ou enfadarnos diante de qualquer pequena desvantagem, o nosso estado de espírito sempre estará alterado. É necessário deixar de nos preocupar com o que ainda não aconteceu (as antecipações negativas), tentando ter sempre uma visão do que nos é mais objetiva e prática possível.
Para colocar o problema em perspectiva podemos perguntar-nos recomendação que lhe daríamos a um amigo que passou pelo mesmo, ou como isso nos afetaria se estivéssemos com gripe na cama, com 40 de febre. Quando estamos doentes, muitos desses pequenos problemas simplesmente deixam de existir.
Praticar Mindfulness e relaxamento

A meditação ajuda-nos a relaxar e controlar o estresse, mas como já explicamos anteriormente, o mindfulness vai mais além, centrando-se na auto-regulação da atenção e a orientação da experiência com curiosidade e aceitação. Isso nos permite pensar melhor e colocar em prática os pontos que acabamos de discutir.
Por outro lado, qualquer hora é boa para dedicar alguns minutos de respiração profunda, sair para um passeio ou ouvir a nossa canção favorita. Uma atividade que nos acalme e nos “tira” de pensamentos negativos, se estão começando a generarnos ansiedade. Há que dar-lhe o tempo livre a importância que merece. Não é tempo perdido, ao contrário, se não descansamos o suficiente para o esgotamento não nos deixa pensar com clareza.
Seguir hábitos de vida saudáveis
Uma alimentação saudável não só repercute no nosso físico. Tem benefícios para a nossa mente e melhora o nosso estado de ânimo. Como fazer exercício, o que gera endorfinas e que também ajuda a baixar os níveis de cortisol, o hormônio que é liberado em resposta ao estresse.
O tempo que passamos em um ambiente natural, também serve para reduzir o estresse, segundo confirmaram alguns estudos. Assim que caminhar a passo leve à praia ou a um parque que temos perto, contribuirá para que nos sintamos melhor e nos facilitará o sonho ao final da jornada.
Dormir as horas suficientes a cada dia para nos sentirmos felizes é essencial para reduzir o stress e a ansiedade. Por este motivo, a cafeína não é recomendado. Quando estamos cansados, podemos pensar que tomar um café após o outro nos ajuda, mas é mais bem ao contrário, coloca-nos nervosos e afeta a qualidade do sono.
Contar com ajuda profissional
A linha que separa o stress ou a ansiedade necessários para superar as dificuldades do dia-a-dia, de um estresse crônico ou um transtorno de ansiedade, é muito fina e difusa. Neste ponto, os especialistas em saúde mental nos indicarão a terapia mais adequada, seja de ordem psicológica, farmacológica (aplicada pelo psiquiatra) ou uma combinação de ambas.
Também não se deve esperar que a situação nos ultrapasse, para contar com apoio profissional. Os psicólogos podem nos ajudar a gerenciar melhor as situações que nos causam desconforto, ensinar técnicas de relaxamento e, em geral, nos dar ferramentas para alcançar com sucesso o nosso objectivo de reduzir o estresse e a ansiedade.