Ondas de calor: como enfrentálas

Esta primavera passada foi a mais quente em mais de 52 anos, com 1,7 graus a mais do que a média habitual e 23 por cento menos chuva do que o normal entre abril e maio, o que os especialistas garantem que o verão está carregado de ondas de calor. Em particular, estima-se que as temperaturas da época estival vão aumentar entre meio e um grau acima da média. Com este cenário em vista, é fundamental saber como enfrentar as ondas de calor.
Trata-Se de um problema que afeta não só a Espanha, mas que também está varrendo a outras partes do mundo. Por isso, há que ter especial cuidado quando se viaja para outros países, sobretudo em climas muito quentes e húmidos. Muitos pesquisadores pressentem uma “saharización” da Europa e um estudo publicado este mês de junho, na ‘Nature Climate Change’ calcula que 74 por cento da população mundial estará exposta a ondas de calor para o ano 2100, se continuam a crescer as emissões de gás carbônico no ritmo atual.
O corpo humano funciona a temperaturas corporais em torno dos 37ºC, por isso que ultrapassar esses limites pode levar a riscos para a saúde. Isso pode acontecer quando se produzem ondas de calor, em que as temperaturas ambientais levam a um aumento do calor corporal, uma situação que se agrava quando há uma alta umidade.
Doenças que gera o excesso de calor corporal
Quando os sistemas que regulam a evacuação do calor do corpo têm problemas para manter a temperatura normal, pode desencadear várias doenças que se englobam sob o nome de hipertermia. De acordo com o Instituto Nacional sobre o Envelhecimento dos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos, os diferentes tipos de hipertermia são:
Síncope de calor: é um leve desmaio súbito, que pode ocorrer quando se realiza a atividade em climas quentes. Costuma-Se passar a beber água, colocando para cima as pernas e descansando em um lugar fresco.
Cãibras pelo calor: os músculos do estômago, com os braços ou as pernas se contraem de maneira dolorosa para o trabalho ou exercício intenso, mesmo que a temperatura esteja normal e o pulso se mantenha em níveis corretos. A pele fria e úmida, são sinais de alarme.
Edema por calor: trata-se de uma inchaço dos tornozelos e dos pés por superaquecimento da pessoa. Normalmente, resolve beber líquidos e colocando os pés para cima.
Exaustão pelo calor: sentir sede, tonturas, fraqueza, falta de coordenação, náuseas ou transpiração excessiva são as vias que usa o corpo para alertá-lo de que já não pode continuar mantendo-se fresco, apesar de que a temperatura esteja normal. Este evento pode progredir para o golpe de calor, pelo que há que descansar e tomar muitos líquidos.
Golpe de calor: trata-se de uma situação em que a vida do afetado pode correr perigo, o que requer assistência médica.

Sintomas de um golpe de calor. Como agir
Como os golpes de calor colocam em risco a vida de quem os sofre, é muito importante reconhecer os sintomas para agir com a maior brevidade possível:
temperatura corporal, superior a 40ºC
tonturas ou desmaios
dor de cabeça
confusão, mal-humorado, tambaleos
aceleração dos batimentos do coração
urinar pouco
pele seca, quente e vermelha
fraqueza muscular ou cãibras
náuseas ou vómitos
sensação de preocupação
sensação de falta de ar ou falta de ar
Quando se detecta que uma pessoa sofre um golpe de calor ou se percebe que está sofrendo um mesmo, convém se proteger do calor, o mais cedo possível, indo para um lugar fresco -, o melhor é um site com ar – condicionado- ou que esteja na sombra, beber muita água, e muitos líquidos, mas, em nenhum caso, ingerir álcool ou cafeína -pode agravar o evento-, tomar um banho, um banho ou se refrescar com uma esponja, deitar e descansar. Se a situação não melhora em meia hora, há que exigir atenção médica urgente.
Principais afetados
A Sociedade brasileira de Geriatria e Gerontologia (SEGG) alerta que os maiores de 65 anos são um grupo de alto risco quando ocorrem situações de elevadas temperaturas e ondas de calor. Conforme explicam estes especialistas, é um coletivo de pessoas que, perante o aumento de calor se protegem menos que o resto da população de todas as idades, pois têm uma menor percepção do calor e da sensação de sede.
Dentro das pessoas idosas, tem risco especial pela subida dos termômetros aqueles com patologias que podem se agravar com a desidratação e as temperaturas elevadas, como os doentes cardíacos. As ondas de calor também tendem a ocorrer com maior freqüência em crianças, entre outras coisas, porque se desidratam com mais facilidade, assim como as grávidas, já que estão em um período em que se aumenta a sua necessidade de líquidos.
O dia-a-dia com altas temperaturas

Como o mundo não pode parar, pelo aumento das temperaturas e as pessoas têm que continuar a trabalhar e com suas atividades diárias, o melhor é saber como devem ser executadas no caso de ondas de calor com o fim de prevenir as possíveis consequências. Aqui vão algumas dicas para enfrentar a subida dos termômetros:
Tomar muitos líquidos, cerca de oito copos a cada dia, embora não se tenha a sensação de sede.
Evitar a ingestão de álcool, cafeína e bebidas com açúcar, que podem fazer perder mais líquido do corpo.
Comer leve.
Tente manter a casa fresca como se possa fechar as persianas, cortinas ou persianas nas horas centrais do dia e abrindo as janelas à noite. Limitar o uso de aparelhos que emitem calor, como o forno ou na grelha.
Se a nossa casa não tem ar condicionado e está quente, faça pelo menos duas horas ao meio-dia em algum lugar com ar-condicionado, como o cinema, um restaurante, um centro comercial ou a casa de um amigo.
Se vestir de maneira adequada de acordo com o clima, com roupa clara, tranqüila e que respirar quando faz calor.
Evitar fazer exercício, ou realizar uma grande quantidade de atividades no exterior, quando faz calor, principalmente durante as horas centrais do dia (de 12 a 17 horas).
Não ir a lugares com muita gente, quando faz calor lá fora.
Planejar as viagens durante as horas de menos trânsito e menos calor.
Fazer pausas de 15 minutos, quando se trabalha no exterior com calor excessivo.
Não deixar ninguém em um veículo estacionado e fechado.