Por que não há que baixar a pele do prepúcio para os bebês

São muitos os pais e mães que, nos primeiros meses de vida de seu filho varão hesitam sobre o que fazer com a pele do pênis do bebê. Temem que, por não agir de forma adequada, a criança acabe sofrendo fimose, que ocorre quando a pele do prepúcio não pode baixar e deixar a descoberto a glande, o que pode causar dor, infecções de urina repetidas e, no futuro, se não for corrigido, dificuldade nas relações sexuais.
Atualmente, existe a opinião generalizada entre os pediatras que retirar delicadamente o prepúcio do bebê aproveitando o momento do banho é uma boa medida de higiene, promove a elasticidade essa pele delicada e, portanto, ajuda a que esta diminua.
No entanto, a manobra de forçar o prepúcio que alguns pais recorrem, e que alguns especialistas ainda aconselham, não só não é necessária, mas é contraproducente. O motivo é que tais cortes podem levar à rachaduras e cicatrizes que causem dor e mais problemas para que a pele possa baixar de forma natural.
Respeitar o processo natural
Ao nascer, praticamente todas as crianças têm o prepúcio tão preso ao pênis que é quase impossível que se retire embora seja um pouco, precisamente para manter a proteção da glande ou cabeça do pênis e evitar possíveis infecções, embora uma pequena percentagem de crianças lhes baixa a pele com um ano de idade.
Não há um momento específico e depende da evolução de cada criança, mas costuma ser para os 3 ou 4 anos de idade, quando a pele do prepúcio é mais flexível e fina, descendo, sem dificuldade, em muitos casos, se bem que algumas crianças demoram um pouco mais.
Isso porque, com a retirada das fraldas, as crianças começam a dar a pele do pênis e manipulá-la. Com todas essas ações, mas, sobretudo, com a esticar o prepúcio para fora, o que fazem é ir eliminando as adesões prepuciais de forma natural. A fimose como condição deve ser entendida como a incapacidade de retrair o prepúcio, em crianças maiores de 3 anos.

Soluções
Atualmente, existem cremes com corticosteróides muito eficazes que, utilizadas por um curto período de tempo, permitem abrandar o suficiente, o prepúcio para que desça. Se este continua dando problemas ou provoca infecções de urina, se coloca a possibilidade de a circuncisão, o procedimento cirúrgico que remove o prepúcio aderido à glande.
A incidência de fimose é de 8% em crianças de 6 a 7 anos e apenas 1% entre os homens de 16 a 18 anos. Por volta dos 5 ou 6 anos, se a pele do prepúcio não baixa, opta primeiro por aplicar cremes com corticosteróides de forma pontual e, se continua provocando desconforto, emprega-se a cirurgia. Se não dá problemas, você pode esperar até os 14 anos, para a circuncisão.
Portanto, diante da dúvida do que fazer com a pele do pénis dos bebês, não é necessário nem desejável puxar o prepúcio à força, já que, respeitando o processo natural ou com a ajuda de cremes se for preciso, você pode obter o mesmo resultado sem causar qualquer tipo de dor para a criança.