Treinamento funcional: quando importa mais estar bem que olhar músculos

Ambas as opções não são excludentes: podemos melhorar o funcionamento do nosso organismo ao mesmo tempo em que obtemos benefícios visíveis em nosso corpo, como a redução de gordura e aumento de massa muscular. Para isso, a melhor opção é o treinamento funcional.
O que é treinamento funcional?
Os movimentos básicos do ser humano, os que usamos todos os dias na nossa casa ou em nosso trabalho e até mesmo em atividades esportivas, são aqueles que consideramos como funcionais. Andar, correr, saltar, levantar pesos, empurrar ou puxar e girar são algumas das ações que executamos quase que diariamente. Uma vez que as repetimos muitas vezes, em nossas rotinas, é necessário que façamos o bem: que a técnica seja correta para assim evitar possíveis doenças e lesões.
O melhor do treinamento funcional é que ele é totalmente personalizável e adaptável a cada indivíduo: não será igual o treino para um jogador de futebol que quer melhorar sua velocidade e seus dribles que o de uma dona de casa que precisa subir em um banquinho para colocar uma compra nas prateleiras de cima da cozinha. Ambos realizarão movimentos diferentes, com uma diferente intensidade e precisam de treinar diversas capacidades físicas básicas. Mas ambos precisam do treinamento.
Assim, a personalização é a base do treinamento funcional: diga-me como andas e as atividades que realiza no seu dia-a-dia e eu te direi que é o que você precisa reforçar e que movimentos você deve praticar.

O core como o centro do treinamento funcional
Agora, seja qual for a nossa atividade diária ou esportiva, o nosso nível físico ou o nosso objetivo, tudo passa pelo treinamento do core ou de centro de nosso corpo. Esta área tão importante, que engloba a musculatura do abdômen, região lombar, dos glúteos e músculos mais internos como os erectores espinhal, o diafragma, a musculatura do assoalho pélvico e o transverso, é de onde surgem e onde terminam todos os nossos movimentos.
Além disso, cumpre funções importantes como o controle postural (com a conseqüente proteção contra possíveis lesões ou patologias), o controle da respiração (diafragma e transverso são os músculos mais envolvidos nesta função) ou controle de estabilidade, a coordenação e o equilíbrio, já que é o centro de gravidade do nosso corpo.
O núcleo participa de todos os movimentos do corpo: enquanto caminhamos ou corremos nos ajuda a manter uma postura correta, quando viramos é do núcleo de onde parte o movimento de rotação, ao dar um chute em uma bola de força surge sempre a partir de nossa área média. Por isso é tão importante que tenhamos um core forte e funcional.

Como trabalhamos o core e o treinamento funcional?
Apesar de que os músculos abdominais (o tradicional six-pack ou “barra de chocolate”, tão desejada por muitos) fazem parte ativa do core, não são o mais importante. A dificuldade na hora de treinar o core reside em que devemos ativar uma musculatura interna que não é tão visível como podem ser, por exemplo, o músculo transverso do abdômen. Não basta apenas fazer os tradicionais abdominais, mas que devemos trabalhar toda a área do núcleo a partir de dentro.
Para fazer isso é muito eficaz o trabalho com exercícios abdominais isométricos, como por exemplo, o plank ou ferro. Nos colocamos boa para baixo e apoiando no chão com as pontas dos pés e os antebraços, de modo que a nossa volta forme uma linha reta com a nossa quadril e as pernas. Manter esta postura o tempo todo que possamos, sem perder a técnica: é possível que o primeiro dia só aguantemos 10 segundos, mas vamos melhorando pouco a pouco.
Mantendo essa postura, comum nas aulas de pilates e ioga, estaremos trabalhando a musculatura interna do abdômen, assim como a musculatura que protege a nossa coluna vertebral. O treinamento desses músculos nos proporcionará uma área média ou core mais forte, que vai nos ajudar a realizar movimentos de uma forma segura.